
Terça-feira, Dezembro 04, 2007 Bendito seja o Chope, no Shopping
Boiado por Aindis às exatas 21:06.
Bendito seja o Chope, no Shopping
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Quinta-feira, Maio 10, 2007 Que meus sentimentos sejam capazes de transbordar minha mente, de percorrer na velocidade da luz a distância que nos separa e, ao te encontrar, envolva seu corpo em um beijo repleto de paixão.
Boiado por Aindis às exatas 18:47.
Não sou um homem para ser usado,
Boiado por Aindis às exatas 18:45.
Sábado, Abril 21, 2007 Não é possível, novamente
Boiado por Aindis às exatas 09:26.
Quarta-feira, Janeiro 31, 2007 Olho para a vida e não a vejo
Boiado por Aindis às exatas 11:08.
Segunda-feira, Janeiro 29, 2007 Poema da necessidade
Boiado por Aindis às exatas 14:26.
Quarta-feira, Dezembro 27, 2006 O pior é que acreditamos nisso
Boiado por Aindis às exatas 18:03.
Terça-feira, Novembro 07, 2006 Cuidado com o que você deseja, pois um dia você pode conseguir
Boiado por Aindis às exatas 08:37.
Segunda-feira, Outubro 16, 2006 A morte daquele que queria viver
Estou eu. Engarrafado. É pena ser literalmente, mas é exatamente isso. Como estou ao lado de um shopping, penso no chope. Sabe como é NE, palavras parecidas. Pra lá vou eu. Bebendo estou. Sozinho. Eu sou. Muitas gotas naquele copo. E quanto tempo elas levam para descer minha goela. E nesse tempo, que ironia, tantas pessoas, sozinhas, ao meu lado. E, ao meu lado, mas. Quando surge um senhor. Isso mesmo, um cara bem velho, sozinho. É a vida, penso eu. Nada mais que isso. Essa povoada solidão. Pois em um momento chega: uma mulher, velha mulher e crianças, quase perto de não serem mais jovens, mas ainda crianças. Uma linda mulher senta bem na minha frente. Ela tinha um prato de comida. Parecia com fome. Não mais que cinco minutos e. Pronto. Satisfeita se levanta e vira mais uma companheira do vazio. Dos eternos encontros vazios, sozinhos, desencontrados. E quem dera fosse físico, ao ponto de não conseguirmos ocupar o mesmo espaço. E terminasse em um beijo. Ai. Quem dera o mundo inteiro me beijasse. Mas continuo... Aqui. Sozinho, vazio. “Por fim”
Estou eu. Engarrafado. É pena ser literalmente, mas é exatamente isso. Como estou ao lado de um shopping, penso no chope. Sabe como é NE, palavras parecidas. Pra lá vou eu. Bebendo estou. Sozinho. Eu sou. Muitas gotas naquele copo. E quanto tempo elas levam para descer minha goela. E nesse tempo, que ironia, tantas pessoas, sozinhas, ao meu lado. E, ao meu lado, mas. Quando surge um senhor. Isso mesmo, um cara bem velho, sozinho. É a vida, penso eu. Nada mais que isso. Essa povoada solidão. Pois em um momento chega: uma mulher, velha mulher e crianças, quase perto de não serem mais jovens, mas ainda crianças. Uma linda mulher senta bem na minha frente. Ela tinha um prato de comida. Parecia com fome. Não mais que cinco minutos e. Pronto. Satisfeita se levanta e vira mais uma companheira do vazio. Dos eternos encontros vazios, sozinhos, desencontrados. E quem dera fosse físico, ao ponto de não conseguirmos ocupar o mesmo espaço. E terminasse em um beijo. Ai. Quem dera o mundo inteiro me beijasse. Mas continuo... Aqui. Sozinho, vazio. “Por fim”
Sou um homem para ser amado.
A maldita vida surpreende
Com seus capangas, novamente
Estou refém. Morada de novas cicatrizes
Outra vez torturado, enjaulado.
Convictamente, apesar de tudo continuo...
Amar com a certeza de uma nova desilusão
Ela quer existir?
Se existe, quer mudar?
Como ela poderia ter vontade própria...
Propriamente os humanos têm:
Vontade estúpida:
Carro, casa, uma pia desentupida.
É preciso casar João,
é preciso suportar, Antônio,
é preciso odiar Melquíades
é preciso substituir nós todos.
É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer fulana.
É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbado,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores
de que rezam velhos autores.
É preciso viver com os homens
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar O FIM DO MUNDO.
Carlos Drummond de Andrade
Um poema com um versso desse (o em negrito) teria obviamente seu lugar no blogger... Além do resto!
Pós individualistas que somos, humanos.
Nunca vejo outros em nossos planos.
Apenas aquela mulher, amigos, parentes,
Mas em um pesadelo todos viram serpentes
E por mais que a física descubra dimensões.
Nos possíveis lados tocados pela visão,
Pessoas arrogantes, intro, eu, mim, meu,
Seguindo aquela fila indiana dos sacos,
E por mais que ela viva pisando em cacos,
Seu ego ofusca o brilho do outro
E contrasta os velhos problemas daquele.
E continua-se a dizer: isso é meu.
Bem no alto do penhasco, o quanto mais perto do céu puder, maior será o alcance da visão, uma foto gigante que fica gravada na cabeça. Pobre de detalhes e grande de encantamento. Sem definição, mas não tem problema algum, são grandes as sensações que se vive nesse único momento.
Um escorregão e.
No chão a carne compõe a paisagem, mas não pode ser vista do alto. Nem mesmo uma águia é capaz de tamanha proeza.
Para aqueles que não acreditam no céu ou no inferno resta o lar, doce lar, junto dos vermes e do calor da terra. E tudo que era antes,
Acabou.